5 Erros estúpidos na dieta que irão destruir os seus resultados

Existe uma razão para a maioria das pessoas que treinam não conseguirem os resultados esperados, e porque apenas a minoria se destaca com um físico superior. E, ao contrário do que a maioria imagina, raramente é uma questão de treinar errado e sim comer errado.
Neste artigo, veremos quais são os erros mais comuns na dieta e que, por mais simples que as pessoas pensem que sejam, poderão destruir os seus esforços dentro da academia.


Erro 1 – Ignorar o óbvio

Muitas pessoas possuem o costume de procurar erros na dieta onde eles não existem. É mais fácil procurar uma razão conveniente para a falta de resultados do que admitir que os próprios hábitos são uma porcaria.
Pensam que o horário que tomam creatina pode estar afetando os seus resultados, mas as 8 latinhas de cerveja que bebem todo fim de semana jamais prejudicarão os ganhos. Se você não consegue enxergar que o problema aqui não é o horário da ingestão de creatina, você é o equivalente ao gordinho que come na churrascaria, mas pede café com adoçante porque está fazendo dieta para emagrecer.
Em suma, antes de ficar procurando falhas mirabolantes na dieta, precisamos parar tudo e simplesmente olhar para o óbvio, vendo se nossas ações e hábitos atuais condizem com o corpo que queremos conquistar.

Erro 2 – Superestimar o quanto come

Quando o assunto é dieta, todos dizem comer como verdadeiros monstros, mas se pelo menos 20% das pessoas realmente se alimentassem como pensam que estão se alimentando, existiriam mais caras gigantes no planeta. Superestimar (exagerar) o quanto você come é mais comum do que você imagina.
Antes de pensar que você come “muito” e a sua genética é que não deixa você crescer, experimente calcular quantas calorias você realmente precisa ingerir e comece a registrar o que come. Somente desta maneira você terá certeza de que está comendo o suficiente para gerar hipertrofia muscular.

Erro 3 – Medo de ganhar gordura

O medo excessivo de ganhar gordura ou tentar crescer e perder gordura ao mesmo tempo é uma das razões mais comuns para as pessoas fracassarem ao ganhar massa muscular. Ganhar gordura (em quantidades mínimas) durante a fase de ganho de massa é comum, e a não ser que a sua genética permita, será impossível crescer sem perder um pouco da definição. Apenas se conforme.

Erro 4 – Seguir a deita de outra pessoa

Ao mesmo tempo que existem diversos tipos de dietas e metodologias para hipertrofia, cada uma delas precisa ser esculpida de acordo com suas necessidades individuais. Não é possível dar “CTRL+C e CTRL+V” na dieta de alguém (principalmente de um atleta) e segui-la à risca pensando que poderá gerar os mesmos resultados.

Erro 5 – Dieta inexistente em dias que não treina

Muitos tem o costume de chutar o balde na dieta no fim de semana e só voltam aos trilhos na segunda feira. Um grande erro. A hipertrofia muscular é um processo que ocorre 24 horas por dia e 7 dias por semana, independente de ser dia de treino ou não. Portanto, a dieta não é algo que podemos pausar para continuar em outro dia, precisamos estar atentos à nutrição principalmente quando estamos descansando. Ironicamente, é fora da academia que iremos reconstruir e ganhar massa muscular.

Como fazer um shake anabólico SEM suplementos

Veja como fazer um shake simples, prático, rápido, contendo todos os nutrientes necessários para promover o ganho de massa muscular e sem o uso de qualquer tipo de suplementos. Duvida? Continue lendo, é tão fácil que você vai ficar triste por não ter pensado nisto antes.


Ingredientes

  • 2 iogurtes do tipo natural integral
  • 400ml de leite integral
  • 50g de farinha de aveia
  • 1 banana
Misture tudo no liquidificador e pronto. Com esta simples combinação você estará ingerindo:
Calorias: 727
Proteínas: 30g
Gorduras: 25g
Carboidratos: 95g
E sem usar suplementos!

Considerações sobre o shake

  • Se por algum motivo mirabolante você não queira ingerir a gordura do shake e não queira amplificar a sua produção natural de testosterona. É sempre possível substituir o iogurte natural integral e leite integral pelas suas respectivas versões desnatadas.
  • Você pode modificar livremente as quantias dos ingredientes para manipular a ficha nutricional do shake. A receita não está escrita em pedra.
  • A ideia do shake é excluir o uso de suplementos, mas caso você tenha sobrando você pode usá-los para “anabolizar” ainda mais a mistura.
  • Você pode usar este shake em qualquer horário do dia. Ao acordar, antes de dormir ou para substituir uma refeição sólida que não foi possível ser realizada.

E então, o que achou do shake? Tem uma sugestão melhor? O que modificaria? Compartilhe sua opinião através dos comentários.

Via Hipertrofia

Dica rápida: Suco de frutas pode não ser o melhor substituto para refrigerantes

Muitas pessoas, após começarem a levar a sério o treino e a dieta, procuram substituir o refrigerante por suco de frutas na tentativa de fazer escolhas mais saudáveis e que impactem menos nos seus resultados. Faz sentido, mas infelizmente as coisas não funcionam dessa maneira (para variar).


O problema é que na maioria das vezes este suco é o famoso “suco de caixinha” industrializado que nada mais é do que água com açúcar. Sim, nada de frutas, apenas químicos que alteraram o gosto da água em conjunto de um monte de açúcar. Trocando em miúdos, se você largou o refrigerante por suco de caixinha, você está trocando gato por lebre.

Então o correto seria tomar suco natural da fruta?

Mais ou menos…
O açúcar da fruta é “modificado” ao fazer o suco. Quando comemos uma fruta, o açúcar (frutose) contido nela, vem ligado ao seu conteúdo fibroso que além de ser absorvido lentamente (sem causar picos de insulina) gera uma sensação de saciedade. Ao tomar o suco da fruta não temos estes benefícios, e o consumo exagerado de calorias pode passar despercebido pela facilidade de tomá-lo, principalmente ao adicionar açúcar refinado (ato muito comum).
Em suma, o suco natural pode ser uma escolha melhor do que refrigerantes pelo seu conteúdo nutricional, mas em relação a calorias ele pode ser tão “engordativo” quanto.

Então qual é o melhor substituto?

Se você realmente precisa tomar algo e que por algum motivo curioso não seja água (que é a melhor escolha), outra opção sem calorias seria tomar sucos como o Clight e outros do gênero. E se a ingestão do suco de fruta for pelo seu valor nutricional (vitaminas e minerais), então a melhor pedida seria simplesmente comer a fruta em vez de fazer suco.

Fontes:
Via Hipertrofia.org

As perguntas mais polêmicas sobre o leite

De acordo com alguns experts, o leite de vaca é um veneno mortífero. Tanto que se você procurar pelo assunto na internet é possível encontrar inúmeras informações sobre os malefícios diabólicos do leite. Uma das informações, por exemplo, é que o leite contém hormônios causadores de câncer que a indústria milionária dos laticínios tentam encobrir. Deixando muita gente com a pulga atrás da orelha ao usar esta bebida na dieta.


Contudo, como um nutricionista, eu vejo que a maioria das pessoas tem sucesso usando o leite na dieta, independente do objetivo ser perder gordura ou ganhar massa muscular. Então, para ter certeza se o leite é seguro, eu investiguei as principais acusações anti-leite enquanto mantive um olho cético em pesquisas que falavam bem até demais da bebida. Afinal, meu único interesse aqui é a saúde dos meus clientes. O resultado: as dúvidas mais polêmicas sobre leite respondidas e sem interesses obscuros.

Fazendeiros injetam hormônios nas vacas. Isto não faz com que o leite seja prejudicial?

Não, a não ser que você esteja injetando o leite.
Esta história surgiu em 1993 quando o órgão de vigilância sanitária dos E.U.A aprovou o uso de hormônios (rBGH) que faziam com que as vacas produzissem mais leite, barateando o produto tanto para o fazendeiro como para o consumidor final. Contudo, isto também causou grande polêmica, pois as injeções aumentavam a quantidade de um hormônio chamado IGF encontrado no leite e que tinha ligação com o câncer.
O problema, é que ao contrário de alguns esteroides anabolizantes que podem ser ingeridos oralmente, o rBGH e IGF precisam ser injetados para gerar os efeitos nocivos. Ao beber o leite, o corpo destrói estes hormônios durante a digestão, ou seja, o leite provindo de vacas “hormonizadas” não transfere estes mesmos hormônios para o nosso corpo. O único ponto negativo desta história é que os hormônios fazem mal para as vacas, causando infecções.

E quanto a antibióticos?

Alguns cientistas argumentam que leite de vacas que receberam antibióticos geram resistência em humanos, fazendo com que antibióticos para humanos se tornem menos efetivos ao serem usados para combater uma infecção. Mas isto nunca foi provado cientificamente.
Se você realmente tem o pé atrás a respeito deste questão, procure usar leite orgânico que normalmente vêm de vacas que não receberam tratamento hormonal ou antibióticos, mas se prepare para pagar até 30% mais caro.

Integral ou desnatado?

Na verdade, vai depender do seu gosto pessoal. Enquanto a maioria das pessoas dizem que é melhor beber leite sem gordura, a maioria dos estudos envolvendo o assunto sugerem que leite integral acaba diminuindo o colesterol.
Quanto aos seus objetivos dentro da academia, se você estiver definindo o leite desnatado pode ser uma escolha melhor já que tem menos calorias. Quando o assunto é ganhar massa muscular, o leite integral é a melhor escolha: cientistas da Universidade do Texa descobriu que beber leite integral após o treino aumentou a síntese de proteína (um indicador de crescimento muscular) 2.8 vezes mais do que os envolvidos que beberam leite desnatado.
Texto por Alan Aragorn – www.alanaragorn.com – Do Hipertrofia.org

Porque “comer limpo” não é a chave para gerar hipertrofia

Ao mesmo tempo que alimentos saudáveis (comer limpo) são ótimos para extrair as vitaminas, minerais e outros nutrientes necessários para o bom funcionamento do corpo, algumas pessoas confundem as coisas e pensam que somente o fato de estarem “comendo limpo” será a diferença entre ter resultados ou não.




Na verdade, você pode ter a dieta mais limpa do mundo e ainda sim continuar magrelo.

Por que?

Porque quando o assunto é ganhar massa muscular, o que você come não fará diferença nenhuma se você estiver ignorando a quantidade. A chave para ganhar massa muscular é e sempre será aquele antiquado fator chamado balanço energético.

Sim, aquele negócio de ter que “comer mais calorias do que se gasta no dia”. Aquilo que todo mundo diz que já sabe, mas continua fazendo errado por preguiça de contar calorias ou por achar que “comer limpo” é todo o necessário para mudar o corpo.

O balanço energético é como a sua situação financeira. Se você gasta mais dinheiro do que ganha, você fica cada vez mais pobre. Se você ganha mais dinheiro do que gasta, você ficará cada vez mais rico. O mesmo funciona com as calorias: se você consome menos calorias do que gasta no dia, você emagrece. Se você consome mais calorias do que gasta no dia, você ganha peso.

Que balela. Então eu posso crescer comendo só porcarias, é isso?

Não. O que estamos querendo dizer é que o seu corpo vai permanecer o mesmo se não houver a ingestão correta de calorias, independente de quão limpa seja sua dieta. Ao mesmo tempo, para chegar ao número necessário de calorias, você não precisa ser um “santo” também. Você pode continuar comendo alimentos de qualidade para conseguir a proteína e outros nutrientes importantes da dieta, mas não há maior problema em ingerir os alimentos ditos “sujos” para conseguir bater a marca de calorias necessárias.

Fonte: Hipertrofia.org

Ganhar gordura é inevitável, se conforme

Todos querem ganhar massa muscular o mais rápido possível, e para isto estão dispostos a treinar como monstros e comer como mutantes, mas basta que uma simples veia no bíceps desapareça ou que o abdômen sofra qualquer mudança estética para que muitos joguem a filosofia “fique grande ou morra tentando” no ralo e corram para a esteira com o rabinho entre as pernas.


Muitas pessoas insistem em não entender que hipertrofia é um processo metabolicamente caro para o corpo. Traduzindo para o português: o corpo não vai investir em ganhar massa muscular, a não ser que você esteja disposto a mandar energia suficiente para dentro. Você vai precisar ingerir mais calorias do que gasta, e consequentemente vai ganhar gordura durante o processo.

Obviamente a quantia de gordura adquirida vai depender de pessoa para pessoa, enquanto alguns precisarão apenas abrir mão da definição do abdômen (que muitas vezes é definhação e não definição), outros precisarão se afastar ainda mais do – ironicamente adorado – shape de pedreiro.



Tentar impedir este ganho inevitável de gordura é como tentar enxugar um gelo ou desentortar uma banana. Fornecer mais calorias do que o corpo precisa durante o bulking, não só promove a hipertrofia, mas faz com que o corpo funcione com todas as “turbinas”, tanto pelo lado hormonal como metabólico. E é aqui que os melhores ganhos acontecem.

Não esqueça também que a perda de gordura é um processo relativamente fácil comparado com o ganho de massa muscular. Pense, dependendo da sua experiência (quanto mais tempo você treina, mas difícil serão os ganhos) você pode levar até um ano pra ganhar 2 quilos de massa muscular sólida, mas para perder esta mesma quantidade em gordura bastam alguns meses (até menos).

Ter definição é legal, mas aprender a “aguentar as pontas” durante o bulking é o mínimo necessário para gerar um físico grandioso que valha a pena definir. Não dê um tiro no pé tentando ficar sempre definido, você vai acabar sendo aqueles caras que pulam de bulking para cutting em questão de semanas/meses e ficam o ano inteiro sem ganhos aparentes.

Fonte: www.hipertrofia.org/blog/2014/07/18/ganhar-gordura-e-inevitavel/

Escolher dois objetivos na academia é como tentar desentortar uma banana

Você provavelmente já escutou isto mais do que gostaria: criar um objetivo é o passo mais importante quando o assunto é modificar o corpo. Mas conforme as semanas e meses vão passando, é fácil seguir rumos diferentes e acabar se distraindo com todos os novos métodos de treino e dietas que vão aparecendo.


Quando você não é específico no que quer ou acaba se focando em muitas coisas ao mesmo tempo, sua energia se torna dissipada e você acaba não saindo do lugar. Com isto em mente, se você realmente quer mudar o seu corpo – seja o seu objetivo a hipertrofia ou queima de gordura – eu irei lhe dar um conselho valioso:

Escolha apenas um objetivo

Este tema já foi debatido várias vezes por aqui, mas mesmo assim as pessoas insistem em querer ganhar vários quilos de massa muscular, ganhar força e definir os gomos do abdômen, tudo ao mesmo tempo.

Na verdade, é o que todos queremos, mas isto está longe de ser apenas um objetivo, mas sim três objetivos distintos. E tirando as pessoas dotadas de genéticas dos deuses, a maioria das pessoas simplesmente não conseguem treinar para três coisas diferentes e esperar resultados notáveis em todos os objetivos.

Estabelecer prioridades é um passo crucial para conseguir qualquer coisa. Quando você tem objetivos demais, isto pode deixá-lo confuso sobre qual caminho seguir. Tomar uma decisão sobre como treinar e o que comer será bem mais difícil e complicado.

Mas a partir do momento que você tiver apenas um objetivo em mente, toda essa confusão vai desaparecer. E quando uma dúvida surgir, tudo o que você precisa é perguntar a si mesmo: “Fazer isso vai me fazer chegar mais perto do meu objetivo ou atrapalhar?”

A não ser que você esteja absolutamente certo do que queira fazer, você vai acabar com um treino e dieta que não é feito para o seu propósito. Como resultado, o seu progresso em direção aos vários objetivos serão tão lentos que não vai demorar muito até você desistir e culpar outras coisas.

Aumentar a hipertrofia por exemplo, requer um excedente de calorias. O excedente vai variar de pessoa para pessoa, mas o fato que você precisa consumir mais calorias que você gasta continua. Inversamente, se você quer perder gordura, você vai precisar criar um déficit calórico – consumir menos calorias que gasta.

Os dois objetivos necessitam de estratégias bem diferentes.

Não podemos dizer que é impossível que o treino com pesos não gere hipertrofia durante um déficit de calorias, contudo para gerar progresso o mais rápido possível, especialmente se você já treina alguns anos, você vai precisar se focar em apenas um objetivo principal e excluir todo o resto.

Escolha um objetivo, fique nele o suficiente para ver resultados e só então escolha um novo.

Não escolha ganhar massa muscular e desista três semanas depois porque o seu abdômen está desaparecendo. Se o seu objetivo primário é ganhar massa muscular, então é mais do que normal ganhar um pouco de gordura ao mesmo tempo. Nunca espere manter a definição intacta durante a fase de ganhar massa.

Ao mesmo tempo, é muito improvável que você perca grandes quantidades de gordura enquanto ganha força e massa. Estas coisas simplesmente não acontecem, a não ser que você seja um iniciante, está voltando a treinar depois de um tempo parado, tem uma genética superior ou está usando esteroides anabolizantes.

Como decidir qual objetivo seguir?

Isto vai depender diretamente de você e como você quer ficar. Mas se você tem dúvidas sobre qual caminho seguir, aqui vai uma sugestão:

Se você tem 15% de gordura corporal ou mais(20% para mulheres), eu sugiro que você tente perder gordura primeiro.

A medida perfeita para ganhar massa muscular e ainda ficar com o corpo parecendo que você treina, é manter os níveis de gordura entre 10 a 15%. Quando você começa a subir muito mais que 15% a sua aparência começa a sofrer. Ficar entre os 10-15% fará com que você consiga ganhar massa muscular enquanto mantem um corpo relativamente forte e com alguma definição.

Se você não tem acesso a aparelhos para medir a porcentagem de gordura, você pode se basear na imagem abaixo para ter uma ideia de quanta gordura tem. Lembrando que a imagem é uma mera sugestão e os resultados com um aparelho serão muito mais precisos:




Quanto tempo vai demorar para chegar até o meu objetivo?

Na verdade, não temos como calcular o tempo.

É verdadeiramente difícil prever como o corpo irá responder a um treino e dieta em particular. O fácil é escolher qual direção seguir(ganhar massa ou queimar gordura), o difícil é descobrir em qual velocidade isto vai acontecer. Para você ter ideia, até mesmo duas pessoas com corpo bem semelhantes, não respondem de maneira igual a mesma rotina, ou seja, um deles pode ganhar 10kg, enquanto outro pode não ganhar a metade disso.

De qualquer forma, ganhar massa muscular é um processo lento. A partir do momento que você sair do estágio de iniciante, ganhar cerca de 500g de massa muscular por mês estará mais do que ótimo. Quanto mais tempo você treinar e evoluir, mais lento se tornarão os ganhos. Se você está ganhando muito mais do que 500g por mês, tem uma grande chance de boa parte desse peso vir de gordura e não de músculos, que é uma situação que precisamos evitar.

Descobrir qual sera a velocidade do progresso de quem está perdendo peso é um pouco mais fácil, mas longe de ser simples.

Imagine alguém com 20% de gordura corporal ou mais, fazendo dieta e treino corretamente, ele pode esperar perder mais de 2kg logo na primeira semana. O problema é que esse alguém vai sentar na frente do computador e cria uma tabela projetando os seus resultados.

“Que legal”, pensa ele. “Nessa velocidade eu vou estar com 10% de gordura em 12 semanas”

O único problema é que isso não vai acontecer.

Existe limitações impostas pelo corpo para perdermos gordura. Quanto mais magro ficamos, mais difícil fica para o corpo deixar a gordura ser queimada.

Para sair de “gordo” para “normal”, será necessário trabalho duro e disciplina. Para sair de “normal” para “definido”, vai precisar de muito mais.

Por isso atingir um nível extremo de definição é algo que poucas pessoas conseguem.

Quando o assunto é escolher um objetivo para perder gordura ou hipertrofia, o melhor a se fazer é não criar prazos

Tudo o que você precisa se focar é nessas duas coisas: o que você quer e qual é o seu plano. E só.

E o seu objetivo vai demorar o tempo que for necessário. Não existe a necessidade de gerar um prazo mirabolante para chegar lá, porque você provavelmente vai se decepcionar ao descobrir que isto não funciona.

A partir do momento que você escolheu um objetivo, você precisa agir, medir e ajustar a sua abordagem conforme os resultados que você está tendo. E lembre-se, não se distraia ou se confunda com várias escolhas. Tentar seguir dois coelhos ao mesmo tempo, é pedir para que ambos consigam fugir.

Fonte: www.hipertrofia.org/blog/2013/02/23/escolher-dois-objetivos-na-academia-e-como-tentar-desentortar-uma-banana/

Desafio: 30 dias sem açúcar

Você conseguiria ficar 30 dias sem ingerir açúcar?


E porque eu faria isso?

Simples, o açúcar acelera o processo de envelhecimento e ainda contribui para o surgimento de doenças crônicas por aumentar a inflamação. Também serve como combustível para células cancerígenas e parasitas. Pode diminuir a testosterona e ainda é terrível para crianças, causando problemas dentais, aumentando a ansiedade, hiperatividade, obesidade infantil e inabilidade de concentração.

E por mais que as pessoas falem que tudo em doses moderadas fazem bem (ou não fazem mal), açúcar refinado não é essencial em nenhuma quantidade para o nosso corpo. Tanto que nossos antepassados viviam muito bem sem ele.

O que se encaixa como “açúcar”?

  • Açúcar refinado
  • Refrigerantes e outras bebidas açucaradas
  • Bolos, tortas.
  • Sorvetes, milkshakes.
  • Chocolates e doces em geral.
  • Cereais matinais
E muitos outros.

Você aceita o desafio?

Que tal tentar ficar 30 dias sem ingerir açúcar, primeiramente para uma melhora geral de saúde e segundo, para testar sua força de vontade. Você consegue? Comente e relate sua jornada nos comentários.

Fonte: www.poliquingroup.com/

11 razões pelas quais pessoas não contam calorias – e porque elas estão erradas

Calorias são importantes. Estudos após estudos mostram que quando você come menos e se move mais, você perde peso 1-4.

No entanto, você ainda escuta argumentos dizendo que isso não é verdade. Algumas dessas ideias parecem idiotas, mas outras te fazem pensar. Elas te fazem duvidar e achar que “calorias ingeridas vs calorias gastas” não funcione para você.


Vamos analisar as principais razões que levam as pessoas a pensarem que contar calorias não ajuda a perder peso, e porque elas estão erradas.

Mito #1: O que você come é mais importante do que a quantidade

Você poderia ficar rasgado comendo MMs e coca-cola.
Esse é um exemplo extremo, e você talvez não vá gostar dessa dieta. No entanto, em termos de apenas perda de peso, não importa o que você coma desde que esteja em déficit calórico. Você vai perder peso.

Não há nenhuma evidência de que “fast food” engorde mais do que “comidas saudáveis” se elas tiverem o mesmo número de calorias5.
Aqui estão alguns bode expiatórios:
  • Toxinas como bisfenol-A 6
  • Comidas geneticamente modificadas
  • Açúcar 7
  • Frutose 8
  • Glúten
  • Laticínios
Não há nenhuma evidência de que comer esse tipo de comida irá lhe fazer engordar mais, ou reduzir a sua perda de gordura, enquanto você estiver em déficit calórico 5,6,9-11. Não há nenhuma evidência de que outros tipos de comida irão lhe fazer perder mais gordura quando você estiver de dieta.

Isso não significa que a qualidade da comida não importa. Comidas integrais, nutritivas, e alimentos saciantes irão ajudar a se manter saudável e controlar a fome por mais tempo 12-15.

No entanto, ingerir pequenas quantidade de comidas “sujas” não irão causar nenhum impacto na sua habilidade de perder gordura se você se manter em déficit calórico.

Certos tipos de comida são mais saciantes que outros, e portanto será mais fácil manter o déficit. No entanto, se você se manter em déficit, irá perder peso.

A “qualidade” da comida (o que quer que isso queira dizer) não faz nenhuma diferença.

Mito #2: Se você comer a quantidade certa de proteína, gordura e carboidrato, você não irá ganhar gordura

Virtualmente toda dieta de perda de peso possui uma proporção entre macronutrientes – um percentual de calorias vindas de proteína, gordura e carboidrato, que você supostamente deva seguir.

A maioria dessas dietas não têm sentido. Quase 100 anos de estudos mostram que não há nenhuma combinação de macronutrientes que irá fazer com que você perca mais peso do que outra 1,3,16-18.

As pessoas perdem a mesma quantidade de peso quando elas comem mais ou menos carboidratos (high-carb vs low-carb), se elas continuarem comendo a mesma quantidade de proteína 1-4,19.
Isso nos leva a uma exceção – dietas com alta quantidade de proteína.

Dietas com grandes quantidade de proteína geralmente ajudam as pessoas a perder menos músculos e mais gordura com a mesma quantidade de calorias ingeridas 20-30. No entanto, após um certo ponto, comer mais proteína não irá lhe fazer perder mais gordura.

Note que nenhuma das pessoas nesses estudos teriam perdido peso se elas não estivessem em um déficit calórico. Elas também normalmente perderam a mesma quantidade total de peso que pessoas em dietas com menor quantidade de proteína.

Qualquer macro nutriente pode fazer você ganhar peso se ele também contribuir para um superávit calórico. Nenhuma proporção de macro nutrientes irá evitar ou reduzir a perda de gordura enquanto você estiver em déficit calórico. As calorias importam.

Mito #3: As pessoas não perdem *exatamente* a mesma quantidade de peso que elas esperam, portanto as calorias não são importantes

Um quilo de gordura tem aproximadamente 8000 calorias. Se você comer 500 calorias a menos por dia, você deve perder aproximadamente meio quilo por semana.

Isso nunca acontece.

Até mesmo em estudos controlados, as pessoas quase nunca perdem exatamente a mesma quantidade de peso que elas esperam da calculadora 31,32. As pessoas dizem que isso é prova de que as calorias não importam.

Não é.

Cientistas sabem por anos que ambos os lados da equação de balanço de energia – o quanto você ingere e o quanto você gasta – são variáveis que são difíceis de serem medidas 1,2.

Aqui está porque as pessoas não perdem exatamente a mesma quantidade de peso elas esperam, e porque isso não é prova de que calorias não importam:
  1. As pessoas não sabem estimar quantas calorias estão ingerindo ou gastando 33-62 63-81. É por isso que referências anedóticas (aconteceu com um amigo, vizinho, irmão etc) e estudos fora de uma clínica nunca irão provar que calorias não importam.
  2. Quando as pessoas perdem peso, elas queimam menos calorias quando se movem, e por várias outras razões. O déficit calórico torna-se menor, e elas perdem gordura mais lentamente 82-84.
  3. As pessoas também normalmente perdem um pouco de massa magra, mesmo seguindo uma dieta correta, e isso pode influenciar no total de peso perdido.
  4. É muito difícil calcular a ingestão exata de calorias, mesmo com refeições controladas.
  5. Quando pesquisadores estão estimando o gasto calórico, eles podem errar um pouco. Se isso acontecer, elas podem estar em um déficit calórico um pouco maior ou menor ao longo de todo o estudo.
  6. As pessoas retém diferentes quantidades de água, o que pode influenciar no peso total perdido.

Em todos estudos controlados onde as pessoas são forçadas a comer menos, elas perdem peso. Elas nem sempre perdem a mesma quantidade de peso, mas normalmente é perto do esperado se você considerar que um quilo significa 8000 calorias 32.

Mito #4: As pessoas não ganham *exatamente* a mesma quantidade de peso que elas esperam quando estão em superávit, portanto as calorias não importam.

Estudos onde as pessoas comeram mais do que a manutenção nem sempre mostram um ganho de peso exatamente conforme esperado 85,86.

Novamente, as pessoas dizem que isso é prova de que calorias não importam.

Novamente, elas estão erradas.

Assim como quando elas perdem peso, o corpo tende a se defender do ganho de peso.

Algumas pessoas ganham exatamente a quantidade de peso baseada na quantidade de calorias ingeridas. Quando elas comem 3.500 calorias a mais por semana, elas ganham quase exatamente uma libra (450 gramas) por semana 87-89. Que chato.

No entanto, há pessoas que não ganham. Em alguns casos, elas mal ganham peso independentemente da quantidade de calorias que ingerirem a mais 90.

 Há várias razões para isso:

1 - As pessoas se movem mais sem perceber, gastando calorias extras.

As pessoas aumentam o nível de gasto calórico em repouso, NEAT (non-exercise activity thermogenesis) enquanto estão em dieta. Elas ficam mais de pé, sentam menos, ficam agitadas, e normalmente ficam se movendo ou são hiperativas. Esses pequenos movimentos podem se somar e ter um grande impacto ao longo do dia 91,92.

Em alguns casos, elas podem gastar quase 1.000 calorias extras por dia e não ganhar nenhuma gordura 90. Elas ainda ganham um pouco de peso, mas nada que você possa perceber.

2 - As pessoas ganham peso, o que faz com que elas tenham que transportar mais peso, o que queima mais calorias.

Quando você ganha peso, você tem que mover um corpo maior. Isso queima mais calorias, o que é parcialmente suficiente para queimar um pouco de calorias e reduzir o ganho de peso 93.

3 - Quando você come mais calorias, você queima mais calorias devido à digestão.

A maioria das pessoas gasta em torno de 10% das calorias apenas digerindo a comida 94. Se você comer 1.000 calorias extras por dia, você vai queimar 100 calorias extras devido à digestão.

4 - As pessoas não sabem o quanto elas estão comendo.

Em situações não controladas, pessoas magras que pensam comer “uma tonelada de comida” normalmente não comem tanto. Pessoas magras ou leves normalmente subestimam a quantidade de comida que elas ingerem, da mesma forma que pessoas obesas subestimas a quantidade de calorias.

O fato de que as pessoas não ganham peso de forma linear conforme a quantidade de calorias que elas ingerem não significa que calorias não importam. Isso apenas prova que o seu gasto calórico muda conforme você come mais, ou ganha peso.

Mito #5: O seu metabolismo desacelera quando você reduz as calorias, portanto reduzir as calorias não funciona.

Se isso fosse verdade, não existiria fome.

Conforme você perde peso, você queima menos calorias. Isso vai acontecer com qualquer dieta, e isso é válido para todo mundo 82,84,95,96. Exceto em circunstâncias extremas, no entanto, no entanto, isso quase nunca vai ser suficiente para parar completamente a perda de peso.

Na maioria dos casos, a redução na queima de calorias é pequena, e tem um pequeno impacto na taxa de perda de peso 82.

Quando pessoas obesas foram forçadas a praticar exercícios físicos por horas e reduzir a ingestão calórica em 30%, elas perderam 56Kg em 30 semanas. A taxa metabólica basal caiu apenas 504 calorias por dia além da quantidade reduzida por carregarem menos peso 97.

No Minnesota Starvation Study, as pessoas foram forçadas a reduzir a ingestão calórica em 50% e caminhar 35Km por semana. Depois de 6 meses de dieta eles perderam 25% do peso corporal. A taxa metabólica basal caiu apenas 225 calorias por dia. Essas pessoas já eram magras quando começaram o estudo 98.

Não há nenhuma evidência de que a queda no metabolismo enquanto você está em dieta é capaz de fazer você ganhar peso. Isso nunca aconteceu em um único estudo em 100 anos. Se fosse verdade, já teria acontecido.

O seu metabolismo vai um pouco quando você perde peso, mas esse é o preço que você pagar por perder peso. Isso acontece com todo mundo, e é uma coisa que você pode minimizar com certos comportamentos. As calorias ainda são importantes.

Mito #6: A perda de peso é uma coisa complexa demais para ser gerenciada por uma coisa tão simples quanto dieta e exercício.

Há centenas de fatores que influenciam a perda de peso e composição corporal.

O seu set point (zona de conforto onde o corpo ficou vários anos e tem dificuldades de sair da inércia), preferências alimentares, sensibilidade à sugestão de comida (convite para sair ou alguém oferecendo um chocolate), tipo de exercício, gasto calórico em repouso, controle pessoal, habilidade de estimar a quantidade de comida, níveis hormonais e sensibilidade à eles, e centenas de outras variáveis que ajudam a determinar a sua capacidade de perder gordura.

A perda de gordura é extremamente complexa e é provavelmente impossível definir cada coisa que afeta a sua capacidade de perder ou ganhar.

A boa notícia é que você não precisa fazer isso.

Quando as pessoas criam um déficit calórico, elas perdem peso sem se preocupar com todos esses fatores. Elas comem menos, se movem mais, e perdem peso 1-4.

Você não pode controlar tudo que influencie a perda de gordura. E é por isso que você precisa focar-se no que pode controlar. A ingestão de calorias e os seus níveis de atividade física.

O fato de que a sua ingestão calórica e gasto calóricos são influenciadas por diversos fatores não muda o fato de que calorias são importantes, e que você não vai perder gordura se não estiver em déficit.

Mito #7: Quando ou o que você come é mais importante do que quanto.

Falar sobre os horários corretos de se alimentar está cada vez mais popular, e isso é uma vergonha.

Há razões para as pessoas dizerem que certos horários são mais importantes que outros:

Equívoco 1: Comer 5 ou 6 refeições por dia controla a fome e mantém o metabolismo acelerado.

Verdade: Não há absolutamente nenhuma evidência de que pessoas que comem mais frequentemente aumentam a sua taxa metabólica basal ou as ajudam a perder gordura 99. Há muito pouca evidência de que comer mais frequentemente ajude a reduzir o apetite melhor do que 3 refeições por dia 100-102.

Equívoco 2: Jejum intermitente ajuda a perder mais gordura e menos músculo enquanto você estiver em dieta. Também ajuda a ganhar menos gordura quando você estiver com superávit calórico.

Verdade: Há pouca evidência de que jejum intermitente é apenas uma outra forma das pessoas organizarem a sua dieta de forma estruturada.

Equívoco 3: Café da manhã ajuda você a perder peso.

Verdade: Não há nenhuma evidência de que pessoas que fazem o café da manhã percam mais peso se comparadas com outras pessoas com a mesma quantidade de calorias 103.

Equívoco 4: Comer mais das suas calorias ou carboidratos à noite ajuda a perder mais peso.

Verdade: A pesar de alguns estudos não controlados 104,105, não há nenhuma evidência controlada de que isso seja verdade, desde que as pessoas nos estudos estejam ingerindo a mesma quantidade de calorias.

Equívoco 5: Você vai ganhar mais músculos e perder mais gordura se você se alimentar 30 minutos após o treino.

Verdade: A grande maioria dos estudos mostram que “a janela anabólica pós-treino” não ajuda a ganhar mais músculos ou perder mais gordura 106,107.

Em resumo, a frequência não influencia na perda de peso ou queima de calorias. Provavelmente é má ideia passar fome por uma semana e então ficar beliscando outra semana, mas aplicada de forma inteligente, a frequência das refeições não importa.

Se você estiver consumindo a mesma quantidade de calorias você irá perder ou ganhar a mesma quantidade de peso. Isso é verdade se você comer 10 pequenas refeições ou 1 grande refeição por dia.

Mito #8: Hormônios afetam o seu peso corporal, portanto, manipular os hormônios é mais importante do que calorias.

Hormônios como leptina, cortisol, tireoide, insulina e testosterona afetam a quantidade de calorias que você queima e quanta gordura ou massa magra você perde enquanto estiver de dieta 108-111.

Eles também afetam a quantidade de músculo e gordura você ganha em superávit.
Algumas pessoas dizem que por causa disso, você não deve se preocupar com as calorias que você ingere, apenas em “otimizar” os seus hormônios. E então elas recomendam algo do tipo:
  • Uma dieta especial para melhorar a produção hormonal.
  • Evitar certos tipos de comida ou macronutrientes porque eles podem aumentar os níveis de estrógeno ou reduzir testosterona, ou afetar outro hormônio.
  • Suplementos, é claro.
Hormônios são importantes, mas não há nenhuma evidência de que você pode mudar a forma que eles te ajudam a perder peso sem criar um déficit calórico.

Quando você reduz a ingestão de calorias, hormônios como leptina e tireoide irão cair, o que faz com que você queime menos calorias 112,113.

No entanto, as mudanças são pequenas, e elas não acontecem se você não estiver com déficit calórico. Também não há nenhuma evidência de que pessoas que estejam ingerindo calorias suficientes para manter o peso irão reduzir o peso se elas começarem a “otimizar” os hormônios.

Redução drástica nas calorias, se exercitar demais, ficar sem dormir, níveis de estresse altíssimos, e outros comportamentos nada saudáveis podem reduzir a sua capacidade de perder gordura. Isso não muda o fato que de você ainda precisa estar com déficit calórico para perder gordura.

Mito #9: Com a combinação certa de suplementos, você não precisa comer menos calorias para perder gordura.

Suplementos para perda de gordura são completamente inúteis, nenhum deles vai te ajudar a perder gordura se você não estiver em déficit calórico. Até mesmo os que funcionam apenas ajudam a perder um pouco mais gordura.

Suplementos como CLA nunca mostraram funcionar de forma eficientes em humanos 114,115. Baseado nas evidências atuais, eles são desperdício de dinheiro.

Até mesmo os compostos mais poderosos para perda de gordura, como efedrina e cafeína tem efeitos pequenos. Eles ajudam a queimar 100-200 calorias extras por dia, e os efeitos tendem a diminuir com o tempo 116-118.

Os únicos suplementos que ajudam a perder gordura são os que fazem você comer menos ou se mover mais, o que apenas apoia a ideia de que as calorias são importantes.

Mito #10: Reduzir as calorias te deixa com fome; portanto, não é efetivo ao longo do tempo.

Comer menos geralmente faz com que você queira comer mais.

No entanto, se você escolher alimentos mais densos, você não necessariamente precisa passar fome quando estiver em dieta. Quando as pessoas ingerem mais proteínas, por exemplo, elas normalmente ingerem menos calorias por dia sem perceber 24,27,28,119-121. A mesma coisa acontece quando as pessoas ingerem mais frutas, vegetais e fibras 122.

Em alguns casos, as pessoas ainda sentem fome ingerindo apenas alimentos ‘que enchem’. Infelizmente, às vezes você terá que aguentar. Não há nenhuma regra que diga que você não pode passar fome enquanto estiver de dieta. Ao longo do tempo, o corpo se adapta à nova quantidade de comida e os níveis de fome são reduzidos.

Outra coisa a se lembrar é que a ingestão de comida é afetada por várias coisas que não estão relacionadas com a fome.
  • Nós comemos mais quando a comida tem sabor melhor.
  • Nós comemos mais se utilizarmos tigelas ou pratos maiores.
  • Nós comemos mais quando temos uma oferta grande de alimentos (buffet, por exemplo).
  • Nós comemos mais quando estamos entediados.
  • Nós comemos mais porque a comida está disponível.
  • Nós comemos mais porque as pessoas ao nosso redor estão comendo.
  • Nós comemos mais porque comemos muito rápido.
  • Nós comemos mais porque perdemos as contas das calorias.
  • Nós comemos mais porque estamos distraídos.
Exercícios físicos tendem a ajudar as pessoas a controlar a fome, apesar do fato de que os exercícios aumentam o déficit calórico 123,124.

A não ser que você esteja em uma dieta com níveis de gordura corporal extremamente baixos, você geralmente consegue gerenciar a fome com uma estratégia apropriada.

Entenda essa mensagem:

Comer menos nem sempre te deixa com fome.

Só porque comer menos às vezes te deixa com fome, isso não quer dizer que você possa perder peso sem reduzir as calorias.

Mito #11: “Eu não perdi peso enquanto estava comendo menos e me exercitando mais”

A piada.

E é assim que ela é contada normalmente:

“Eu não perdi gordura comendo menos e me exercitando mais; portanto isso não é pra mim. Eu segui uma dieta com pouco carboidrato [ou qualquer outro tipo de dieta] e perdi 10 quilos, veja só”.

Veja 4 razões que fazem com que esse tipo de argumento seja inválido:
  1. A maioria das pessoas não sabe contar as calorias que ingerem ou queimam. Não há nenhuma razão para achar que essa pessoa seja diferente.
  2. Não há nenhuma forma de verificar a quantidade de calorias que essa pessoa estava ingerindo ou queimando antes de perder peso, então você deve acreditar na palavra delas. Veja o ponto 1 para saber porque isso é uma má ideia.
  3. Não importa qual dieta foi, elas começaram porque acreditaram que as ajudaria a perder peso. Elas queriam que funcionasse, o que significa que elas vão deixar passar qualquer coisa que prove que a dieta não funciona. Da mesma forma, se começarem a contar calorias achando que é uma má ideia, provavelmente vão se desestimular e falhar de propósito.
  4. Mesmo se essas pessoas seguissem um estudo “controlado” nelas mesmas, elas saberiam os detalhes dos estudos, o que é um resultado tendencioso.
Depois de escutar todos os pontos acima, essas pessoas vão jogar essa carta:

“Você não fez um estudo em mim. Você não sabe se esses resultados se aplicam em mim.”

Resposta: E que evidência você tem que você é diferente?

As chances são de que elas não são diferentes. Em quase 100 anos de estudos sobre perda de peso, nós não conseguimos achar 1 único ser humano que não perde peso quando está com déficit calórico.

Com tantos estudos feitos até hoje, as chances são de que essa pessoa não seja o ponto fora da curva.

Fato: As calorias importam.

Todos os estudos controlados feitos nos últimos 100 anos mostram que as pessoas não perdem peso se não estiverem com déficit calórico.

Isso não quer dizer que você seja fraco ou incapaz se você tentou emagrecer. Isso quer dizer que você estava gastando o seu tempo nas coisas erradas, algo que todo mundo faz. Simplifique esforços; crie um déficit calórico.

Você vai escutar todo tipo de argumento dizendo que isso não é verdade, mas todos eles são esmagados quando você olha os estudos. Isso não quer dizer que as calorias são a única coisa que você deva pensar, mas se você quer perder peso, você precisa comer menos calorias e queimar mais. Ponto.

Tradução: Aless

Fonte: www.evidencemag.com/calories-count/

5 Dicas para diminuir os danos das bebidas alcoólicas e da ressaca

A grande verdade é que o álcool é um dos principais catalisadores sociais que existem e independente dos malefícios que ele possa oferecer, muitas pessoas – inclusive os marombeiros – não irão abrir mão da “birita” do fim de semana e os seus efeitos atordoantes. Se este for o seu caso, veja 5 maneiras para suavizar os pontos negativos do álcool e ainda amenizar a ressaca do dia seguinte.


1 – Quanto mais barata a bebida, pior a ressaca

Bebidas baratas (de baixa qualidade), são feitas com os processos mais baratos de fabricação e filtragem para justificar o seu preço baixo e ainda gerar lucro para o produtor. Isto faz com que o produto chegue até o consumidor com várias impurezas. Impurezas que o seu fígado possuí a tarefa extra de metabolizar (como se o próprio álcool não fosse suficiente). O resultado? Passar mal e ainda ter uma ressaca bem pior do que iria ter.
Se você já passou muito mal e fez vexame após tomar aquela vodka ou whiskey de R$10, não foi coincidência…
Se for beber, que sejam bebidas de qualidade elevada (geralmente mais caras), pois estas passam por um processo de destilação e filtragem, muito mais eficientes. Consequentemente trazendo menos malefícios para o corpo.

2 – Hidrate-se antes, durante e depois de beber

A partir do momento que o álcool começa a entrar na corrente sanguínea, o cérebro para de produzir um químico chamado vasopressina, que tem como objetivo impedir que o corpo se desidrate. Isto faz com que os rins mandem a maior parte da água direto para a bexiga, em vez de reabsorver para o corpo.

No dia seguinte a bebedeira, quando o álcool estiver sendo eliminado, o corpo mandará uma mensagem desesperada para repor todo o líquido perdido, os órgãos que perderam líquidos roubarão água de onde puderem, inclusive do cérebro. O que causa aquela “agradável” dor de cabeça no dia seguinte.

Para suavizar estes efeitos não adianta beber água só no dia seguinte, quando o corpo já está em desespero. É necessário se manter hidratado durante todo o processo de “bebedeira”, antes de começar a beber, durante e após. E mesmo assim você poderá sentir os efeitos da desidratação, mas com certeza serão mais suaves do que apenas consumir bebidas alcoólicas a noite inteira.

3 – Se alimente corretamente antes e depois de beber

Se alimentar logo antes de beber, pode retardar a absorção do álcool pelo corpo, ou seja, você vai ficar retardado de maneira mais controlada e esta também é uma ótima maneira de diminuir o catabolismo, já que muitas pessoas ficam horas bebendo a fio, sem comer mais nada.

No dia seguinte também é necessário se alimentar corretamente e principalmente evitar porcarias (comidas gordurosas, frituras, etc…), pois bebendo você conseguiu irritar boa parte do seu sistema digestivo, fora isso, o coitado do fígado ainda está ocupado tentando metabolizar o álcool. Ingerir um excesso de gorduras só vai jogar a merd* no ventilador. Portanto, se você quer diminuir a ressaca, se alimente corretamente e de forma leve no dia seguinte.

4 – Não siga o ritmo dos outros

Conforme a frequência que as pessoas bebem, elas podem gerar uma maior resistência aos efeitos do álcool. Portanto, beba no seu ritmo e analise quando é a sua hora de parar. Seguir o ritmo dos outros pode fazer que você passe do próprio limite facilmente, o que não é necessário se você está bebendo socialmente ou apenas buscando os efeitos “desejados” do álcool.

5 – Álcool é álcool

Você pode suavizar os efeitos do álcool e diminuir a ressaca, mas no final da história não se engane: o álcool possuí diversos malefícios. As dicas acima não servem para anular  os efeitos (em nenhum momento foi dito isto) e muito menos servem como desculpa para poder beber sem peso na consciência.

É valido salientar que o que vai determinar o estrago, será a quantidade de álcool ingerida. Se você beber até cair, não vai ter truque que te salve da ressaca mortífera do dia seguinte.
A melhor maneira para maximizar os seus ganhos na academia e ter uma saúde melhor, com certeza seria sem o uso do álcool. Mas isto é uma escolha que cabe a cada um de nós fazer...
Fonte: www.hipertrofia.org/blog/2013/05/24/5-dicas-para-diminuir-os-danos-das-bebidas-alcoolicas-e-da-ressaca/

Não tenho apetite para comer o suficiente. O que fazer?

Existem muitos detalhes ao se planejar uma dieta para hipertrofia, mas sem dúvidas a quantidade de calorias consumidas é o carro chefe. E se você não estiver conseguindo ingerir o suficiente, seus ganhos poderão ser fatalmente sabotados.

Para alguns, com bastante apetite ou com necessidades calóricas menores, consumir a quantia necessária de calorias não será um problema muito grande. Mas para outros este é o principal pesadelo que ronda a dieta.


Se você segue uma dieta visando hipertrofia, mas tem problemas para conseguir comer o suficiente por simplesmente não sentir fome, aqui vão quatro dicas para auxiliá-lo nesta luta:

Dica 1: Altere a frequência das refeições

Contanto que você esteja conseguindo comer a quantia suficiente de macronutrientes e calorias por dia, a frequência que você escolhe é uma questão pessoal. De uma perspectiva “anabólica”, não vai fazer diferença quantas refeições você faz.

E se falta de apetite é um problema para você, experimente alterar a sua frequência atual de refeições para tentar aumentar o apetite entre uma refeição e outra.


Todos são diferentes. Enquanto algumas pessoas se dão bem comendo várias vezes por dia, algumas se sentem cheias e precisam dar mais espaço entre as refeições. Experimente abordagens diferentes e descubra qual funciona melhor para você.

Dica 2 – Consuma alimentos caloricamente densos

Se você tem pouco apetite, boa sorte para conseguir ingerir 3000 calorias vindas de peito de frango e batata doce. Ao mesmo tempo que consumir proteína e carboidratos de boa qualidade com certeza são importantes, isto é inútil se você não conseguir ingerir a quantidade de calorias necessárias do dia. Neste caso, uma ótima pedida é incluir alimentos caloricamente densos entre as refeições (ou junto delas).


Existem inúmeras maneiras para se fazer isto:
  • Coma um punhado de frutas secas ou nozes entre as refeições
  • Tome um copo de leite integral no lugar do suco junto com as refeições
  • Jogue um pouco de óleo de oliva extra virgem no seu shake de proteína (você nem vai perceber)
  • Misture passas junto com o arroz
Bom, você entendeu a ideia.

Dica 3 – Pare de tentar comer limpo 24h por dia

Incluir uma quantidade discreta de alimentos calóricos vindo de porcarias não vai destruir os seus resultados se a base da dieta se mantém. Fazer isto pode ser uma ferramenta muito útil para atingir as calorias diárias sem ficar passando mal com ânsia de vômito.


Os mais extremistas poderão pensar que isto não condiz com a filosofia “hardcore” que é conseguir seguir uma dieta chata e sem sal à risca. Eu digo que isto é simplesmente inútil se você não treina para competir ou sequer consegue ingerir o número adequado de calorias diárias em primeiro lugar, ou ainda pior: critica quem faz uma dieta mais flexível, mas não consegue seguir uma dieta à risca por mais de duas semanas sem desistir.

Dica 4 – Faça bom uso de shakes

O que você acha mais fácil: comer 200g de peito de frango, 200g de batata doce e um brócolis ou 2 medidores de whey protein, farinha de aveia, leite e banana no liquidificador?


Ao mesmo tempo que shakes jamais substituirão o valor nutricional da comida de verdade, eles são extremamente eficientes em fornecer calorias de maneira rápida e sem maiores esforços. Faça bom uso de shakes em momentos que você tem dificuldade para consumir alimentos ou use-os entre as refeições.

Batata Doce vs Batata Inglesa

O endeusamento da batata doce na dieta na dieta de quem treina é merecido: ótima fonte de carboidratos, rico em fibras, vitaminas e minerais. Contudo, este endeusamento excessivo faz com que sua irmã “britânica” pareça ser a ovelha negra da família. Por conta disto muitas pessoas evitam o consumo de batata inglesa na dieta por pensar se tratar de uma fonte de carboidratos ruim e que não tem lugar em uma dieta para ganhar massa muscular ou perder gordura. Será mesmo que ela merece esta fama?


A principal defesa de quem ingere batata doce é que a mesma possui baixo índice glicêmico, portanto é uma fonte de carboidratos “segura” para consumo, o que automaticamente (e erroneamente) transforma sua irmã inglesa em uma escolha ruim. Contudo, analisando de perto o conteúdo de ambas, as diferenças, nem de longe, são tão grandes como os mais extremistas gostariam que fossem.

De acordo com o banco de dados da Universidade de Sidney (1), uma porção de 150g de batata doce contém um índice glicêmico de 44, enquanto a mesma quantidade de batata inglesa contém 54, o que resulta em uma diferença mínima. A diferença calórica entre ambas também é desprezível.
Não se esqueça
Independente do índice glicêmico de um alimento, se o mesmo for consumido em quantidades excessivas poderá gerar acúmulo de gordura mesmo assim. Não existem carboidratos “seguros”, existem carboidratos sendo consumidos em quantidades condizentes com o seu objetivo.
Quanto a quantidade vitaminas, minerais e fibras, a batata doce consegue ser superior contendo uma quantidade maior de vitaminas e fibras, só perdendo (por um triz) para a batata inglesa na quantidade de minerais (2,3).

Palavras finais

Ao mesmo tempo que a batata doce é superior, as diferenças não são grandes o suficiente para considerar a batata inglesa como uma opção ruim. Pelo contrário, uma pode substituir a outra sem maiores problemas, ou ainda melhor: você pode usar ambas para aumentar a diversidade na dieta.
Não se prenda a bordagens extremistas, principalmente quando o assunto é dieta. Quanto mais flexível for a dieta, maior serão suas chances de segui-la no longo prazo, e consequentemente gerar mais resultados.

Referências

1 – www.glycemicindex.com/foodSearch.php
2 – http://nutritiondata.self.com/facts/vegetables-and-vegetable-products/2667/2
3 – http://nutritiondata.self.com/facts/vegetables-and-vegetable-products/2551/2

Fonte: www.hipertrofia.org/blog/2014/06/23/batata-doce-vs-batata-inglesa/

3 Sanduíches anabólicos de fácil consumo e transporte

Seguir dieta na correria do dia a dia não é fácil, mas também não é inconveniente ao ponto de se tornar “impossível” como alguns gostam de afirmar para aliviar a própria consciência. Além disso, não é necessário levar uma pilha de potes plásticos para onde quer que você tenha que se alimentar, com um pouco de planejamento e inteligência, é possível utilizar refeições de fácil consumo e transporte que levarão menos tempo do que ficar na fila da cantina ou se locomover até o restaurante mais próximo, com o benefício de atingir as necessidades da sua dieta. A seguir, veja 3 sugestões de sanduíches de fácil consumo e transporte:


1 – Sanduíche de frango desfiado

Ingredientes:
  • Pão integral fatiado
  • Frango cozido desfiado
Não sabe como desfiar frango? Veja isto:


 2 – Sanduíche de peito de peru

Ingredientes:
  • Pão integral fatiado
  • Fatias de peito de perû

3 – Sanduíche de queijo cottage

Ingredientes:
  • Pão integral fatiado
  • Queijo cottage a gosto
As receitas podem parecer simplistas demais, mas não existe segredo ao fazer sanduíches, e é exatamente este o objetivo. Sanduíches são versáteis, podem ser feitos com ampla antecedência e serem levados para qualquer lugar.

As informações nutricionais vão variar de acordo com a quantidade usada em cada sanduíche e também da fome e necessidade individual, mas todos – sem exceção – são ótimas fontes de proteína e carboidratos complexos, fornecendo os nutrientes necessários para promover a reconstrução muscular.

Dica marota

Para dar mais “graça” aos sanduíches e evitar enjoo prematuro, você pode adicionar quantidades discretas de maionese light ou requeijão light. E não precisa dar chilique: verifique por si próprio a quantia de gordura e calorias que estes produtos possuem. São extremamente baixos quando comparados ao que temos disponíveis nos restaurantes ou cantinas, principalmente por não sabermos exatamente o que é usado e em qual quantidade.

Fonte: www.hipertrofia.org/blog/2014/04/16/3-sanduiches-anabolicos-de-facil-consumo-e-transporte/

Comer várias vezes por dia NÃO acelera o metabolismo

Um dos mitos mais antigos e resistentes na musculação é a concepção de que para acelerarmos a queima de gordura através do metabolismo, precisamos fazer seis ou mais refeições por dia e que o oposto (fazer poucas refeições) pode deixar seu metabolismo preguiçoso e favorecer o acúmulo de gordura.


Esta ideia surgiu da má concepção sobre o efeito térmico da comida (Thermic Effect of Food – TEF), que são as calorias queimadas durante o processo de digestão dos alimentos que ingerimos, ou seja, toda vez que nos alimentamos o nosso metabolismo acelera.

Com estas informações, é lógico pensar que quanto mais vezes nos alimentamos por dia, mais o metabolismo se manterá acelerado, correto? Infelizmente, não.

Isto não acontece porque o efeito térmico da comida ocorre de acordo com o tamanho da refeição. Você pode comer 7 vezes por dia, fazendo refeições pequenas e gerando pequenos efeitos térmicos, ou comer 3 vezes por dia e gerar efeitos térmicos maiores. No final do dia, em ambos os casos você precisou usar a mesma quantidade de calorias para realizar a digestão.

Portanto, pensar que comer várias vezes ao dia acelera o metabolismo ou comer poucas vezes vai gerar o efeito oposto é um baita mito.

Mas vocês estão contradizendo todos os profissionais do esporte

Será que estamos? Vamos ver o que os profissionais mais renomados do ramo tem a dizer sobre o tema:
Joy Victoria – Redatora do site T-Nation.com (um dos maiores sites sobre musculação do mundo)
Fazer seis refeições por dia a cada duas ou três horas para “acelerar o metabolismo” e prevenir o catabolismo é besteira. O seu metabolismo não funciona desta maneira. Juntar suas calorias em poucas refeições para encaixar no seu dia a dia não afetará a perda de peso ou ganho de massa muscular


Martin Berkha – Idealizador da dieta LeanGains
[..]Eles estão tecnicamente certos ao dizer que o metabolismo fica ativo o dia todo ao comer frequentemente. Eles só esqueceram da parte crítica que explica que o efeito térmico da comida é proporcional ao número de calorias que a refeição tem [...] A conexão entre poucas refeições por dia e alto índice de gordura na população geral, e vice versa, está conectado a padrões comportamentais – não ao metabolismo[...]


Lyle MacDonald – Dono do site BodyRecomposition.com e renomado nutricionista
[...]A frequência das refeições por si só não tem impacto no peso ou perda de peso[...]


The New York Times – Jornal mainstream dos Estados Unidos
Não existem evidências sólidas de que seis refeições por dia, em vez de apenas três, acelerá o metabolismo


Estudo científico realizado por Bellisle F et. al. Meal frequency and energy balance. Br J Nutr. (1997) 77 (Suppl 1):S57-70
Estudos usando calorimetria do corpo humano e água duplamente marcada para analisar o gasto de energia no período de 24 horas, não encontrou diferença entre comer pouco, mas várias vezes ao dia ou comer muito e poucas vezes.


Todos os textos e estudos acima abordam o mesmo tema (o mito) e foram usados para a elaboração deste artigo.

Cuidado com a interpretação

É necessário muito cuidado ao interpretar o objetivo deste artigo. Não estamos dizendo que você precisa parar de comer várias vezes ao dia ou que a prática é errada. Apenas estamos mostrando que isto não afetará seu metabolismo e que quando for preciso, você pode tranquilamente fazer menos refeições durante o dia (compensando as calorias) sem prejudicar seus resultados e o melhor: sem deixar o seu metabolismo lento.

Fonte: www.hipertrofia.org/blog/2013/09/20/comer-varias-dia-nao-acelera-metabolismo/

Whey Protein com carboidratos no pós treino: tão fundamental como as pessoas pensam?

Há muito tempo, o consumo de whey protein com carboidratos imediatamente após o treino é levado como um ritual quase obrigatório, e que se não for realizado poderá colocar seu corpo em estado catabólico e invalidar os ganhos que seriam gerados pelo treino. Mas será mesmo, que depois de tanto tempo, esta bordagem ainda é válida?
A ideia de consumir este shake imediatamente após o treino tem o objetivo de aproveitar a “janela anabólica” e abastecer o corpo com nutrientes importantes que são necessários após um treino pesado, com o bônus da recuperação do glicogênio perdido e a criação de um pico de insulina que paralizará o catabolismo ao jogar os nutrientes de forma mais rápida dentro dos músculos.
Apesar desta estratégia ter ótimas intenções, a urgência e necessidade do shake pós-treino são demasiadamente exagerados. Entenda o porquê:

“Aproveitar a janela anabólica”

Se você for parar para pensar, a ideia de que você precisa tomar proteína dentro de 45 minutos a 1 hora para aproveitar a “janela anabólica”, é muito extrema mesmo a primeira vista. É como se o corpo de todos, independente da individualidade e genética, tivessem um cronometro anabólico imbutido que se ultrapassado o limite de uma hora, vai fazer você entrar em catabolismo. Meio forçado, não?
É o que a ciência acha também, e em um estudo realizado pela American Society for Nutrition (1) foi descoberto que a capacidade de absorver proteína é aumentada em até 24 horas após o treino (e não apenas uma hora), algo que faz sentido já que o músculo vai levar muito mais tempo para se recuperar, e consequentemente vai precisar de nutrientes durante este período.

“O corpo está clamando por nutrientes no pós-treino”

Muitas pessoas pensam que o pós-treino é o momento mais crítico do dia para se alimentar, já que o corpo estará clamando por nutrientes que foram perdidos durante o treino e em conjunto com a janela anabólica, uma refeição neste horário vai colocar o corpo em “modo anabólico”.
Seria ótimo se apenas uma refeição no dia fosse tão crítica a ponto de mudar seus resultados, mas as coisas não são tão simples assim. A sua dieta como um todo (quantas calorias e nutrientes são ingeridos durante o dia todo) será muito mais importante para o anabolismo do que a refeição pós-treino sozinha, e se for para escolher um horário crítico para se alimentar, pesquisas (2) sugerem que a refeição pré-treino tem muito mais impacto na recuperação do que a refeição realizada no pós.

“Recuperar o glicogênio perdido durante o treino”

Sim, atividades físicas de alto rendimento consomem glicogênio que precisa ser reposto com a ingestão de carboidratos. Contudo, a quantidade de glicogênio perdido em treinos de musculação é extremamente superestimada. Por mais que o seu treino seja pesado, não será possível perder tanto glicogênio em cerca de 1 hora de treino a ponto de atrapalhar sua recuperação, e se você se alimentou bem antes de treinar, o “risco” é menor ainda. Na pior das hipóteses, se você treinou sem ingerir carboidratos e só conseguiu comer horas depois do treino, o seu corpo ainda vai conseguir recuperar o glicogênio perdido dentro de 24 horas e manter tudo em ordem (3).

“Gerar um pico de insulina”

A estratégia ao gerar um pico de insulina é fazer com que os nutrientes sejam absorvidos rapidamente dentro dos músculos, e que para isto seja feito é necessário a ingestão de uma dose de açúcar simples.
Enquanto a insulina realmente “mostra o caminho” para os nutrientes, estudos (4) mostram que a insulina tem um papel “permissivo” e não “estimulatório”, ou seja, o objetivo deve ser apenas fazer com que ela esteja presente para ter o resultado esperado, e não tentar estimular ela através de quantidades cavalares de açúcar (Tradução: estimular mais insulina, nem sempre significa que os nutrientes serão absorvidos de forma mais rápida).

O que podemos aprender com estas informações?

  1. Não existe refeição ou suplemento obrigatório que deve ser ingerido imediatamente após o treino.
  2. Estas informações não anulam a necessidade de comer algo após o treino, apenas mostram que o foco exclusivo no pós-treino não vai ser algo que vá mudar os seus resultados da água para o vinho.
  3. A dieta como um todo é e sempre será mais importante para os seus resultados.
  4. Se você usa e gosta do shake pós-treino, não há razão para suspender o uso. O intuito é apenas mostrar que isto não é um dogma ou requerimento obrigatório
Fonte:  www.hipertrofia.org/blog/2014/05/27/whey-protein-com-carboidratos-pos-treino-tao-fundamental-como-pessoas-pensam/